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sábado, 6 de outubro de 2012

A Rua: a juventude LGBT e a ocupação de espaços públicos na cidade de Porto Alegre


Realizado através da parceria entre o SOMOS e a Avante Filmes, o curta-metragem A Rua mostra um pouco do espaço de resistência e ocupação no bairro mais boêmio de Porto Alegre, a Cidade Baixa.

Em um momento especial, em que o debate sobre a ocupação e a privatização do espaço público nos provoca a refletir sobre nossa cidade, questionamos também os espaços destinados aos jovens em Porto Alegre.

Há alguns anos, a Rua Lima e Silva no bairro Cidade Baixa afirma-se como um lugar de resistência e conflito, marcado pela intolerância e desrespeito aos Direitos Humanos da população LGBT. Ao mesmo tempo, é um lugar onde a diversidade insiste em demarcar território e onde incansáveis jovens de diversas sexualidades afirmam: “somos assim e estamos aqui”. E isso, é claro, incomoda muita gente.

Confira o filme abaixo:


Fonte: SOMOS

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Justiça do Rio nega pedido para permitir “cura gay”


Uma ótima notícia.

O Tribunal Regional da 2ª Vara do Rio de Janeiro negou o pedido do Ministério Público Federal para a derrubada da resolução do Conselho Federal de Psicologia 01/99, que proíbe profissionais de psicologia de oferecerem tratamento à “cura da homossexualidade”.

Proposto por três procuradores do estado, a ação do MPF argumentava que a norma “impedia que psicólogos atendessem clinicamente homossexuais que desejam mudar a orientação sexual”.

Com o pedido negado pelo TRF-RJ, através do desembargador Reis Friede, a Resolução do CFP, que estabelece medidas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual e proíbe qualquer prática de cura, permanece vigente.
Fonte/Foto: A Capa

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dicas do Dinho


Esta semana vou indicar mais um filme, Patrik age 1.5. Este filme sueco de 2008, despretensioso e delicado coloca lado a lado dois opostos rejeitados pela sociedade – o jovem criminoso e órfão e os pais homossexuais – para que ambos possam se resolver em suas diferenças.

No filme da cineasta Ella Lemhagen, os personagens Göran, Sven e Patrik tem que lidar com as dificuldades diárias e comuns de todo e qualquer casal se quiserem passar a ser, de fato uma família “normal”.

Göran e Sven vão adotar um órfão sueco, Patrik 1.5, mas quando Patrik chega, ele não é afinal o rapazinho que eles estavam à espera. Uma vírgula fora mal colocada e eis que aparece um rapaz homofóbico de 15 anos com um passado criminal.

Este filme é muito bonito, pois mostra como lidar com as diferenças e superar as dificuldades para ser feliz e poder viver em paz. Vale a pena ver.



terça-feira, 31 de julho de 2012

110 candidatos gays irão concorrer às eleições municipais de 2012


Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) revelou que 110 pessoas ligadas ao movimento LGBT disputarão as eleições municipais desse ano.

Entre candidatos a prefeito e vereador, esse é o maior número de candidatos gays registrados no país. Toni Reis, presidente da ABGLT, acredita que o número representa um avanço histórico para a comunidade e demonstra por um lado à diminuição do preconceito da sociedade e por outro um fortalecimento da categoria.

“Claro que ainda sofremos discriminação, mas isso demonstra o crescimento do nosso movimento em todas as cidades do Brasil”, declara Reis.

Ele acredita que esse número pode aumentar com a descoberta de novos candidatos. “Ainda vamos descobrir novos candidatos, que às vezes não têm relação com nenhuma associação, ou está em uma cidade muito afastada, mas que é assumidamente gay”, afirma o presidente da associação.

Segundo Toni, a lista pode chegar a 150 nomes. “E queremos eleger pelo menos 10%”, diz ele. Com isso, seriam 15 candidatos gays eleitos, contra 8 em 2008.

Dos 110, o único que disputará a eleição para prefeito é Renan Palmeira, candidato do PSOL à prefeitura de João Pessoa.
Fonte/Foto: A Capa

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Casamento gay seria causa do dilúvio?


Era só o que faltava. O pastor Aaron Fruh (foto), da Igreja Knollwoo, em Mobile, no Alabama, declarou durante uma entrevista à Rádio da Família Americana, nos EUA, que o casamento gay foi o responsável pelo dilúvio de Deus contra a Terra.

“Nunca encontraram qualquer sociedade há história humana que já tentou essa experiência (de casamento entre pessoas do mesmo sexo) e viveu para contar como foi. Todas elas foram destruídas”, declarou o pastor.

“Deus sabia que as pessoas da Terra iam destruir-se através do casamento gay e por isso provocou o dilúvio”, afirmou Aaron Fruh, que é casado e pai de quatro filhos.
Fonte/Foto: A Capa

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rapper assume homossexualidade para poder ser feliz


Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian” o rapper Frank Ocean, que assumiu sua homossexualidade em um texto publicado em seu blog, falou sobre a atitude de sair do armário, tão rara em se tratando de personalidades rap.

“Acho que parte do que fiz foi altruísmo, porque estava pensando em como eu desejava, aos 13 anos, que houvesse alguém que servisse como exemplo e que dissesse algo do tipo, que fosse transparente ao falar sobre esse assunto”, declarou Ocean, que admitiu ter se apaixonado por outro homem quando tinha 19 anos.

O rapper revelou que o desejo em assumir sua homossexualidade veio principalmente da vontade em se sentir bem com ele próprio. “Queria ter certeza de que sou feliz quando acordo de manhã, e não ter mais essa pedra no meu peito”, afirmou.

Artistas como Beyoncé, Jay-Z e Tyler The Creator apoiaram a atitude de Ocean, que fez questão de ressaltar que ninguém deve deixar de fazer nada por medo.

“As pessoas tem medo demais das coisas. Medo de coisas que não necessariamente merecem ser temidas. (...) Claro que o mal existe, o radicalismo existe. Alguém poderia ficar com ódio e me machucar, mas também poderia fazer o mesmo só porque sou negro”, declarou.

Frank Ocean, que já trabalhou com o grupo Odd Future, lançou semana passada seu álbum, “Channel Orange”.
Fonte/Foto: A Capa

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Brasil critica Lanterna Verde gay


Durante uma conferência sobre quadrinhos, que ocorreu na San Diego Comic-Con, o roteirista do Lanterna Verde, Ivan Velez, contou que as piores críticas que recebeu, por ter revelado a homossexualidade de seu personagem, vieram do Brasil.

“As críticas mais ferozes que recebi vieram de ‘tweets’ do Brasil. Eu havia comentado que estava me sentindo mal do fígado quando alguém escreveu ‘seu fígado está te punindo pelo que você fez com o Lanterna Verde”, disse o roteirista.

Como resposta aos comentários homofóbicos que recebeu, Ivan Velez afirmou que o namorado do Lanterna Verde será do Brasil. “Quando Alan Scott estiver livre para amar, o homem da sua vida será brasileiro”, comentou.

Alan Scott, o Lanterna Verde, é membro fundador da Sociedade da Justiça e um dos mais antigos, criado em 1940. De acordo com a DC Comics, a homossexualidade do personagem faz parte de uma atualização, “para refletirmos o mundo em que vivemos”.
Fonte/Foto: A Capa
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