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sábado, 6 de outubro de 2012

Grupo cristão diz que população gay é “muito pequena” para ter direito ao casamento


Será que os direitos de uma população devem ser medidos por seu “tamanho”? Para a organização cristã Christian Institute, do Reino Unido, sim.

Em uma polêmica declaração feita semana passada, o instituto disse que a população gay é “muito pequena” e, assim, não vale a pena dar a ela direitos iguais em relação ao casamento. A afirmação se baseia nos dados coletados pelo Office for National Statistics (ONS), equivalente britânico ao nosso IBGE.

Segundo o ONS, apenas 2,6% da população britânica se declara gay (1,5% dos homens), lésbica (0,7% das mulheres) ou bissexual (0,4% das pessoas), embora organizações LGBTs, como a Stonewall, estimem que o percentual varie entre 6 e 10%, informou o site PinkNews.

A estatística oficial leva o Christian Institute a acreditar que uma população tão “pequena” não deve ensejar mudanças na lei. “É surpreendente que uma mudança tão monumental esteja sendo realizada em nome de uma pequenina parcela da sociedade”, disse Mike Judge, do instituto, ao jornal Daily Mail.

A afirmação não ficou sem resposta. Benjamim Cohen, fundador da campanha Out4Marriage, que defende o casamento igualitário, declarou: “Para além do fato de que muitos têm questionado a precisão e a utilidade das pesquisas do ONS, mesmo se a população de lésbicas, gays e bissexuais fosse tão baixa quanto indicada, por que isso significaria que os LGBTs deveriam ter menos direitos que os heterossexuais?”.

“Os judeus representam menos de 0,5% da população do Reino Unido”, continua Cohen. “No entanto, como judeu, eu tenho o direito legal de me casar, que esse casamento seja realizado por um rabino e reconhecido pelo Estado, embora, obviamente, apenas com alguém do sexo oposto atualmente. Pela interpretação do Christian Institute dos dados populacionais, a população de judeus é presumivelmente ainda ‘menor’, então presumivelmente o Christian Institute acredita que, como os gays, os judeus deveriam ter o direito de se casarem negado”.

O casamento gay está em debate no Reino Unido. Recentemente, o ator Hugh Grant gravou um vídeo de apoio para a Out4Marriage.

Fonte/Foto: A Capa

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Casamento coletivo: 47 casais gays assinam união estável em SP


Na última sexta, 28, foi realizado em São Paulo um casamento comunitário com 47 casais homossexuais no Centro de Tradições Nordestinas (CTN).

Além do ato ecumênico, celebrado pelo reverendo Cristiano Valério, da Igreja da Comunidade Metropolitana, e pela pastora evangélica Lanna Holder, os casais puderam assinar os papéis da união estável gratuitamente.

A iniciativa do evento partiu da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, através do Centro de Integração da Cidadania (CIC) e da Coordenação da Diversidade Sexual. O CTN cedeu o espaço para o casamento, que contou ainda com o apoio do 29º Cartório de Registro Civil.

Renata Abreu, diretora-presidente do CTN, fez um discurso emocionado na abertura do evento. “A comunidade homossexual é muito presente aqui também no Centro de Tradições Nordestinas. A gente tem observado que a comunidade tem mudado. Então nada mais justo do que esse reconhecimento que eles já pleiteiam. A celebração ecumênica hoje marca uma conquista por esse direito, por essa igualdade, que é um marco sim para o reconhecimento desses cidadãos”, disse Renata.

Estavam presentes também o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Heloísa Arruda, secretária da Justiça do Estado de São Paulo. O deputado aproveitou para fazer sua campanha em prol do Casamento Igualitário. “Deixar para os homossexuais só a união estável é uma sorte de gueto. Nós queremos os mesmos direitos com os mesmos nomes. Tem um efeito de reconhecimento social. A conversão em casamento promove um reconhecimento social e acaba com o preconceito”, reivindicou Wyllys.

Os casais entraram um a um e ocuparam seus lugares em frente ao palco, ao lado das respectivas testemunhas. Em seguida, eles foram chamados ao palco para assinarem os papéis.

O primeiro casal a registrar a união foi Priscila Pires da Silva, de 24 anos, e Kathrein Marrechi, de 31 anos, que estavam juntas há dois anos. As duas nunca tinham tido um relacionamento homossexual antes de se conhecerem. Agora, elas pretendem entrar na Justiça para obter o direito ao casamento civil.

Depois das meninas, foi à vez de um casal de homens que estavam juntos há 24 anos celebrarem sua união. Os outros 45 casais fizeram o mesmo processo, embalados pela trilha sonora, que ia de música instrumental a cantoras cantando clássicos de Whitney Houston. Foram 32 casais de mulheres e 15 de homens.

Para encerrar em grande estilo, como em todo casamento, não poderia faltar uma festa, que teve o comando de Silvetty Montilla e o som dos DJs Mauro Borges, Jéssica Angell, Shirley Carvalho e Sandra Bull.
Fonte/Foto: A Capa

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Fato histórico


Will Behrens e Erwynn Umali fizeram história ao se tornarem o primeiro casal gay que se casaram numa base militar dos Estados Unidos. A união se deu em julho na capela de McGuire-Dix-Lakehurst, em Nova Jersey.

O casal, que tem 34 e 35 anos respectivamente, publicou a foto do casamento no Facebook. A imagem se tornou um fenômeno viral. Até agora, a foto já foi “curtida” quase 200 mil vezes e teve 18 mil compartilhamentos.

Os dois já tinham sido casados com mulheres anteriormente e tinham filhos. Eles se conheceram em 2006 na Igreja Batista de New Jersey, da qual Behrens era diretor do coral.

O relacionamento só começou em 2009, quando ambos resolveram largar a igreja, que prega contra os homossexuais. “Eu nunca conheci ninguém por quem valeria à pena desistir de tudo, até que eu conheci o Erwynn”, afirmou Behrens.

Eles só puderam assumir publicamente o romance em 2011, depois que o governo americano destituiu o “Don’t Ask, Don’t Tell”, política das Forças Armadas que coibia seus membros de saírem do armário, já que Erwynn presta serviços para a organização. Esse ano, os dois resolveram oficializar a união e foram levados ao altar pelos seus filhos.
Fonte/Foto: A Capa

sábado, 4 de agosto de 2012

Na Argentina, casal gay registra filho em cartório sem precisar recorrer à justiça


Carlos Grinblat, de 41 anos, e Alejandro Dermgerd (foto), 35, conseguiram um grande feito na Argentina. O casal registrou, em Buenos Aires, o filho Tobias, de apenas um mês, com o nome dos dois pais.

O caso virou motivo de comemoração por ter sido registrado em um cartório do centro da cidade, sem necessidade de uma decisão judicial.

“É o primeiro caso em nível mundial onde a certidão de nascimento é expedida diretamente pelo registro civil como filho de dois homens. Em outros casos foi feito a partir de uma decisão judicial, que retificava a certidão anterior”, explicou Maria Rachid, legisladora da Assembleia de Buenos Aires, à AFP.

Tobias nasceu na Índia, país escolhido para a realização de uma barriga de aluguel. “Nossa única luta era por formar nossa família. É outro passo no reconhecimento dos direitos igualitários. Este é um caminho que começou há anos e um marco foi o casamento igualitário”, declarou Grinblat, ao sair do cartório, exibindo o documento de certidão do filho.

Em 2010, a Argentina se tornou o primeiro país da America Latina a autorizar a união entre casais do mesmo sexo. De lá pra cá, a comunidade LGBT já conquistou diversos direitos, o mais recente foi para que travestis e transexuais tirassem seu RG de acordo com sua identidade de gênero.

Fonte/Foto: A Capa

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dicas do Dinho


Esta semana vou indicar mais um filme, Patrik age 1.5. Este filme sueco de 2008, despretensioso e delicado coloca lado a lado dois opostos rejeitados pela sociedade – o jovem criminoso e órfão e os pais homossexuais – para que ambos possam se resolver em suas diferenças.

No filme da cineasta Ella Lemhagen, os personagens Göran, Sven e Patrik tem que lidar com as dificuldades diárias e comuns de todo e qualquer casal se quiserem passar a ser, de fato uma família “normal”.

Göran e Sven vão adotar um órfão sueco, Patrik 1.5, mas quando Patrik chega, ele não é afinal o rapazinho que eles estavam à espera. Uma vírgula fora mal colocada e eis que aparece um rapaz homofóbico de 15 anos com um passado criminal.

Este filme é muito bonito, pois mostra como lidar com as diferenças e superar as dificuldades para ser feliz e poder viver em paz. Vale a pena ver.



domingo, 29 de julho de 2012

Governo da Escócia apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo


O governo da Escócia anunciou neste dia 25 de julho, planos para legalizar o casamento entre casais do mesmo sexo. A vice-primeira-ministra, Nicola Sturgeon, disse que a legislação que permite o casamento gay será apresentada em breve.

A medida tem o apoio dos principais partidos políticos escoceses. Ela segue uma consulta pública sobre o assunto. Se a legislação for aprovada, a Escócia será a primeira parte do Reino Unido a permitir uniões homossexuais. O governo do Reino Unido também conduziu uma consulta pública sobre a legalização, que tem o apoio do primeiro-ministro David Cameron. Mas as autoridades britânicas estão aguardando os resultados para assim saber a opinião pública antes de avançar na questão.
Fonte/Foto: Agência Estado

segunda-feira, 23 de julho de 2012

“Na Moral” discute homossexualidade


O programa “Na Moral” da última quinta-feira, 19, comandado por Pedro Bial, discutiu direitos dos homossexuais e casamento gay, entre outros assuntos relacionados à homossexualidade. Durante a atração, o casal evangélico Aline e Simone se casaram. Uma das convidadas foi a atriz Glória Pires, que atualmente está gravando um filme em que interpreta uma lésbica.

Confira o programa na íntegra:


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Com milhões de views no You Tube, história de casal gay pode virar filme


Há alguns anos, um relacionamento homoafetivo se transformou em filme premiado pela crítica de Hollywood: “O Segredo de Brokeback Mountain”. Agora a trajetória de outro casal, que começou a fazer sucesso no You Tube, está próximo de chegar às telonas: a emocionante história de Shane Crone e Tom Bridegroom.

O caso dos dois ficou conhecido graças a um vídeo de pouco mais de dez minutos que foi publicado no You Tube. Nele, Crone conta a história do relacionamento com Tom, que acabou falecendo após cair de um telhado em Paris. O “pequeno documentário” mostra momentos felizes do casal e também revela como os dois lutaram contra um enorme preconceito, especialmente da família conservadora de Bridgeroom.

As cenas são um compilado de fotos, algumas com legendas, que revelam detalhes da vida do casal: como um cachorrinho que eles adotaram juntos, a rejeição da família de Tom – que chegou a ser chamado de pecador, internado em um hospital e ameaçado com uma arma – e o apoio dos familiares de Shane.

O rapaz, emocionado, também aparece chorando e dando declarações durante o vídeo, que revela ainda que ele foi maltratado pela família do ex-companheiro após o seu falecimento. Apesar de ter vivido junto com Tom durante alguns anos – já que a união entre pessoas do mesmo sexo não é legal na cidade onde moravam -, ele não pode nem denunciar os pais por impedirem o seu direito, já que para o governo os dois eram apenas “colegas de quarto”.

A gravação foi publicada no último dia 6 de maio. Hoje, pouco mais de dois meses depois, já foi assistida por mais de dois milhões de pessoas. Tanto sucesso chamou a atenção de Linda Bloodworth Thomason, diretora de cinema da Califórnia, onde o casal vivia. Ela se comunicou com Shane e então lançou no Kickstarter um projeto para arrecadar US$ 30 mil (cerca de R$ 60 mil) para a produção de um filme baseado na história dos dois, chamado “Bridegroom: an american Love story”.

Até o momento, faltando ainda mais de uma semana para o fim da arrecadação, o projeto foi apoiado por cerca de seis mil pessoas e juntou quase dez vezes o valor proposto: US$ 290 mil (R$ 580 mil).
Fonte/Foto: Mundo Mais

terça-feira, 12 de junho de 2012

Que venham os vídeos


Pessoal, gostaria de saber a opinião de vocês sobre o blog, o que estão achando, se está legal, se as notícias são interessantes, sobre o que gostariam de ler aqui, enfim, colaborem para que eu torne o blog cada vez mais atrativo para quem lê.

Pensando em descontrair um pouco, já que a maioria das notícias é de violência ou de preconceito, resolvi começar a postar vídeos também, vídeos com temática gay que encontro no You Tube.

Serão vídeos de música, comerciais de campanhas anti-HIV/AIDS, filmes curtas-metragens e tudo que for relacionado ao mundinho gay que valha a pena ser visto.

Para começar, hoje vou colocar um vídeo de uma campanha comercial para incentivo ao uso da camisinha, uma animação, mas mesmo assim que mostra um pouco do que passamos em busca do verdadeiro amor.

Espero que todos gostem, comentem e mandem suas sugestões para que o blog agrade sempre a quem o lê.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estatuto da Diversidade Sexual pode chegar ao Congresso por iniciativa popular

Foto: Divulgação/PMPA

Oi pessoal.

Peço desculpas pela ausência na publicação de novos posts, mas posso explicar. Quando dei início ao blog estava em férias, o que me possibilitava mais tempo para dar atenção ao blog, na busca de notícias interessantes para levar a vocês, caros leitores. Mas voltei a trabalhar no final da semana passada e só agora consegui organizar-me para voltar à batalha e publicar no mínimo um post por dia para entreter e informar todos que leem meu blog e buscam por notícias de qualidade sobre o mundo gay.

Mas vamos ao que interessa, a notícia:

Quem tem acompanhado o blog, leu em meu último post, que eu divulguei o link para assinatura do abaixo assinado em favor do Estatuto da Diversidade. Pois então, ontem aqui em Porto Alegre, no Parque da Redenção, a desembargadora e criadora do Estatuto, Maria Berenice Dias, permaneceu por três horas no parque para divulgar o Estatuto.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre e dos movimentos sociais LGBT, ela coletou 400 assinaturas das 1,4 milhões necessárias para apresentar o estatuto por iniciativa popular no Congresso Nacional. 

A campanha “Eu sou Diversidade” foi lançada há 20 dias e a estimativa é completar a metade das assinaturas até o dia 17 de maio de 2013, data em que é comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia. “Acredito que, com a mobilização nas redes sociais, a divulgação da imprensa e a ação de 60 Comissões de Direitos Humanos da OAB, vamos alcançar as assinaturas sem dificuldades”, avalia.
Maria Berenice explica que, entre as principais vantagens de apresentar o Estatuto por iniciativa popular está a garantia de que a proposta não pode ser arquivada ao final da legislatura vigente na Câmara Federal e é um ato de mobilização da sociedade contra o preconceito por orientação sexual. “É a primeira vez que vemos a sociedade se posicionando e auxiliando para garantia dos direitos dos homossexuais. O Estatuto é uma Lei completa, prevê a criminalização da homofobia também e não conflitua com outras Leis”, disse sobre o PL 122 e as mudanças do Código Penal que aguardam votação no Congresso Nacional.
Fonte: Sul 21

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Casamento gay em Porto Alegre já é coisa corriqueira



E aí pessoal, como esse mundinho é pequeno, né? Ontem postei uma matéria do R7 Notícias de 01/01/2012, sobre o casamento gay aqui em Porto Alegre, informando que o 4º Cartório de Registro Civil já estava realizando casamentos homoafetivos sem a necessidade de que o casal entre na justiça para oficializar a união.

Pois então, hoje o Diário Gaúcho, uma publicação do Grupo RBS, publicou em suas páginas, matéria informando que “o banal em Porto Alegre ainda é difícil em muitos estados brasileiros”.

Segundo a publicação, não é a primeira questão de direitos homossexuais em que o Rio Grande do Sul é vanguarda, já que em 2001 a Justiça havia reconhecido, de forma pioneira, a união homoafetiva como união estável. Agora, dez anos após, esse passo pioneiro da Justiça gaúcha torna-se nacional, com o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e nós mais uma vez damos o próximo passo – da união ao casamento.

A legislação prevê a simples conversão de união estável em casamento, e não especifica o sexo de quem requisita a conversão e esta é a brecha usada pelos casais gays para pleitear, assim como os heterossexuais, a conversão e, assim, o casamento. As dificuldades jurídicas vão desde a interpretação da lei até o “altar”. Está previsto, por exemplo, para concretizar o casamento civil, o famoso “Eu vos declaro marido e mulher”, mas como dizer isso para dois homens ou duas mulheres? 

Ainda segundo o jornal, em levantamento feito pela vice-presidente do IBDFAM Maria Berenice Dias, em Porto Alegre, quatro dos seis cartórios de registro civil informaram que já estão realizando os casamentos e o na opinião do presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Rodrigo Pereira, o casamento homossexual é um caminho sem volta e logo ganhará ares de normalidade.
Agora, aqui prá nós, que somos de Porto Alegre, isso não é motivo para termos orgulho de sermos gaúchos e porto-alegrenses, mais ainda?

A matéria traz ainda o link do abaixo assinado para a criação do Estatuto da Diversidade Sexual, estatuto este, que seria semelhante ao dos aprovados para temas como terceira idade e violência contra a mulher. Para colocar o estatuto em votação, é preciso coletar 1,4 milhões de assinaturas. 

Segue o link para quem quiser assinar. É só entrar no site da Petição Pública, por na busca o Estatuto da Diversidade Sexual e preencher o formulário com seus dados. Rápido, fácil e sem complicações. 


Vamos lá galera, todos assinando o abaixo para que nossos direitos sejam garantidos!!!
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