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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Casamento coletivo: 47 casais gays assinam união estável em SP


Na última sexta, 28, foi realizado em São Paulo um casamento comunitário com 47 casais homossexuais no Centro de Tradições Nordestinas (CTN).

Além do ato ecumênico, celebrado pelo reverendo Cristiano Valério, da Igreja da Comunidade Metropolitana, e pela pastora evangélica Lanna Holder, os casais puderam assinar os papéis da união estável gratuitamente.

A iniciativa do evento partiu da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, através do Centro de Integração da Cidadania (CIC) e da Coordenação da Diversidade Sexual. O CTN cedeu o espaço para o casamento, que contou ainda com o apoio do 29º Cartório de Registro Civil.

Renata Abreu, diretora-presidente do CTN, fez um discurso emocionado na abertura do evento. “A comunidade homossexual é muito presente aqui também no Centro de Tradições Nordestinas. A gente tem observado que a comunidade tem mudado. Então nada mais justo do que esse reconhecimento que eles já pleiteiam. A celebração ecumênica hoje marca uma conquista por esse direito, por essa igualdade, que é um marco sim para o reconhecimento desses cidadãos”, disse Renata.

Estavam presentes também o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Heloísa Arruda, secretária da Justiça do Estado de São Paulo. O deputado aproveitou para fazer sua campanha em prol do Casamento Igualitário. “Deixar para os homossexuais só a união estável é uma sorte de gueto. Nós queremos os mesmos direitos com os mesmos nomes. Tem um efeito de reconhecimento social. A conversão em casamento promove um reconhecimento social e acaba com o preconceito”, reivindicou Wyllys.

Os casais entraram um a um e ocuparam seus lugares em frente ao palco, ao lado das respectivas testemunhas. Em seguida, eles foram chamados ao palco para assinarem os papéis.

O primeiro casal a registrar a união foi Priscila Pires da Silva, de 24 anos, e Kathrein Marrechi, de 31 anos, que estavam juntas há dois anos. As duas nunca tinham tido um relacionamento homossexual antes de se conhecerem. Agora, elas pretendem entrar na Justiça para obter o direito ao casamento civil.

Depois das meninas, foi à vez de um casal de homens que estavam juntos há 24 anos celebrarem sua união. Os outros 45 casais fizeram o mesmo processo, embalados pela trilha sonora, que ia de música instrumental a cantoras cantando clássicos de Whitney Houston. Foram 32 casais de mulheres e 15 de homens.

Para encerrar em grande estilo, como em todo casamento, não poderia faltar uma festa, que teve o comando de Silvetty Montilla e o som dos DJs Mauro Borges, Jéssica Angell, Shirley Carvalho e Sandra Bull.
Fonte/Foto: A Capa

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Casamento gay em Porto Alegre já é coisa corriqueira



E aí pessoal, como esse mundinho é pequeno, né? Ontem postei uma matéria do R7 Notícias de 01/01/2012, sobre o casamento gay aqui em Porto Alegre, informando que o 4º Cartório de Registro Civil já estava realizando casamentos homoafetivos sem a necessidade de que o casal entre na justiça para oficializar a união.

Pois então, hoje o Diário Gaúcho, uma publicação do Grupo RBS, publicou em suas páginas, matéria informando que “o banal em Porto Alegre ainda é difícil em muitos estados brasileiros”.

Segundo a publicação, não é a primeira questão de direitos homossexuais em que o Rio Grande do Sul é vanguarda, já que em 2001 a Justiça havia reconhecido, de forma pioneira, a união homoafetiva como união estável. Agora, dez anos após, esse passo pioneiro da Justiça gaúcha torna-se nacional, com o reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e nós mais uma vez damos o próximo passo – da união ao casamento.

A legislação prevê a simples conversão de união estável em casamento, e não especifica o sexo de quem requisita a conversão e esta é a brecha usada pelos casais gays para pleitear, assim como os heterossexuais, a conversão e, assim, o casamento. As dificuldades jurídicas vão desde a interpretação da lei até o “altar”. Está previsto, por exemplo, para concretizar o casamento civil, o famoso “Eu vos declaro marido e mulher”, mas como dizer isso para dois homens ou duas mulheres? 

Ainda segundo o jornal, em levantamento feito pela vice-presidente do IBDFAM Maria Berenice Dias, em Porto Alegre, quatro dos seis cartórios de registro civil informaram que já estão realizando os casamentos e o na opinião do presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Rodrigo Pereira, o casamento homossexual é um caminho sem volta e logo ganhará ares de normalidade.
Agora, aqui prá nós, que somos de Porto Alegre, isso não é motivo para termos orgulho de sermos gaúchos e porto-alegrenses, mais ainda?

A matéria traz ainda o link do abaixo assinado para a criação do Estatuto da Diversidade Sexual, estatuto este, que seria semelhante ao dos aprovados para temas como terceira idade e violência contra a mulher. Para colocar o estatuto em votação, é preciso coletar 1,4 milhões de assinaturas. 

Segue o link para quem quiser assinar. É só entrar no site da Petição Pública, por na busca o Estatuto da Diversidade Sexual e preencher o formulário com seus dados. Rápido, fácil e sem complicações. 


Vamos lá galera, todos assinando o abaixo para que nossos direitos sejam garantidos!!!
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