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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Ativista de luta contra a AIDS deixa saudades


A psicóloga Sandra Mello Perin faleceu na madrugada do dia 29 de setembro, às vésperas de completar 56 anos. Ela sofreu um acidente de carro quando viajava para a casa dos pais, em Erechim, para comemorar a data ao lado de seu companheiro, Auri Rommel.

 Sandra Perin desde 2003 passou a atuar mais intensamente da luta contra a AIDS, participando da diretoria do GAPA/RS, tendo sido conselheira, Secretária Geral e em outras funções. Também era atuante nos espaços de controle social, como no Conselho Municipal de Saúde e Conselho Estadual de Saúde e, também, nas discussões sobre ética em pesquisas. Atualmente, atuava na coordenação das atividades do Comitê Comunitário de Acompanhamento em Pesquisa do Estudo PROVE IT em Porto Alegre.

Entre 2003 a 2006 Sandra coordenou o Projeto Buddy, de acompanhamento domiciliar para pessoas com AIDS em Porto Alegre desenvolvido pelo GAPA/RS, assim como coordenou outros projetos importantes.

Sandra Perin é um dos nomes mais antigos e destacados da luta contra a AIDS no Brasil, dentre os diversos brilhantes nomes que o RS produziu e produz. Abraçou a causa da tuberculose, como necessidade que vislumbrou em seu longo trabalho com população privada de liberdade e em estado de rua.

O SOMOS se solidariza e lamenta a perda desta que foi uma grande parceira.

Fonte/Fotos: SOMOS

terça-feira, 25 de setembro de 2012

MEC vai criar plano contra violência e homofobia nas escolas


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Verona, assinaram na quinta-feira, 20, um convênio para o estudo da violência e elaboração de um plano para o combate à homofobia nas escolas. A parceria foi firmada durante a cerimônia de abertura da 2ª Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, em São Paulo. O evento termina no sábado, 22.

“Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, com trabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual, racial, religiosa, que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento”, disse o ministro.

Mercadante destacou o desafio de colocar a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação como eixo estruturante de uma política de inclusão. “E a educação precisa do respaldo intelectual dos psicólogos”, afirmou. Ele lembrou as ações do MEC voltadas à ampliação do atendimento nas creches (o país tem apenas 23% das crianças pequenas matriculadas nesses estabelecimentos) por meio do programa Brasil Carinhoso, e do tempo de permanência na escola dos alunos do ensino fundamental vão requerer o trabalho desses profissionais.

A Mostra Nacional de Práticas em Psicologia é um evento comemorativo dos 50 anos da regulamentação da profissão de psicólogo. Além do ministro Mercadante, estiveram na cerimônia de abertura representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde e da Secretaria de Direitos Humanos.

Em uma mensagem gravada em vídeo, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, lembrou que o psicólogo, que trabalha para reduzir o sofrimento das pessoas e conhece a mente humana, é cada vez mais necessário em políticas para o setor, onde são previstas a ampliação da oferta de Centros de Atendimento Psicossocial - Caps e de consultórios de rua.

Kit anti-homofobia

Em maio de 2011, o então ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que kit anti-homofobia que estava sendo preparado para combater o preconceito contra homossexuais na escola poderia incluir outros grupos que também são vítimas de discriminação. A sugestão havia sido feita pela Frente Parlamentar em Defesa da Família.
No entanto, após pressão da bancada religiosa, o governo recuou no projeto.

O kit foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Ele era composto por cadernos de orientação aos docentes e vídeos que abordavam a temática do preconceito, mas foi cancelado depois que a presidenta Dilma Rousseff assistiu a um dos vídeos e não gostou do conteúdo.

Fonte/Foto: Sul 21/Antônio Cruz-Agência Brasil
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